Efeito dos capsinóides e do exercício físico na modulação do perfil inflamatório e tecido hepático na condição de obesidade

Nome: FABIANE MERIGUETI NUNES

Data de publicação: 16/12/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANA PAULA LIMA LEOPOLDO Presidente
ANDRE SOARES LEOPOLDO Coorientador
DANILO SALES BOCALINI Examinador Interno
FABIANA DE SANT’ANNA EVANGELISTA Examinador Externo

Resumo: Introdução: A obesidade está associada a um estado inflamatório crônico de baixo
grau, o qual traz como consequência alterações metabólicas e favorece o
desenvolvimento da Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM). Intervenções
são necessárias para a prevenção e tratamento da doença, o exercício físico e
compostos naturais, como os Capsinóides destacam-se por apresentar benefícios no
gasto energético, auxiliando na perda de massa corporal e adiposidade, além do mais,
sugerem influenciar na deposição de gordura hepática. Com isso, o objetivo desse
estudo é analisar os efeitos da suplementação com capsinóides, combinados ou não
ao exercício físico sobre o perfil inflamatório e tecido hepático de ratos com obesidade
induzidos por dieta hiperlipídica. Métodos: Ratos Wistar foram separados
aleatoriamente em dois grupos distintos de acordo com a dieta ofertada (DP/C = dieta
padrão/controle ou DH/Ob = dieta hiperlipídica/obeso) para caracterização da
obesidade por 19 semanas. Após esse período, o grupo Ob foi randomizado quanto à
ausência ou presença do tratamento com capsinóides (10 mg/kg/dia) e/ou exercício
físico aeróbio por 8 semanas, sendo divididos em Obeso (Ob), Obeso Capsinóides
(ObCap), Obeso Treinado (ObTr) e Obeso Capsinóides Treinado (ObCapTr). A
composição corporal e as comorbidades metabólicas foram avaliadas por meio de
parâmetros glicêmicos, hormonais e inflamatórios. No fígado, foi avaliado a
caracterização e progressão da DHEM. Este estudo foi aprovado pela CEUA-UFES
nº08/22. A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Kolmogorov–Smirnov. Os
resultados foram expressos como média ± desvio padrão, e as comparações
realizadas por teste t de Student ou ANOVA de duas vias com medidas repetidas,
seguida de teste post-hoc de Tukey ou Bonferroni, adotando-se 5%. Resultados: A
massa corporal final, depósitos de gordura e somatório de gordura corporal foram
maiores no grupo Ob (Ob>C), confirmando o protocolo de indução à obesidade. Nos
grupos com obesidade submetidos aos tratamentos, observa-se ausência de efeitos
na composição corporal. Os níveis de insulina, leptina, IL-10 e adiponectina
mantiveram-se semelhantes entre os grupos. Em contrapartida, a grelina apresentou
se reduzida em todos os grupos tratados (ObCap, ObTr e ObCapTr). O VO2máx
aumentou significativamente no grupo ObCapTr. As intervenções foram capazes de
atenuar a deposição de gordura hepática em todos os grupos submetidos aos
tratamentos (ObCap, ObTr e ObCapTr). Conclusão: Embora as intervenções
avaliadas não tenham promovido alterações significativas na composição corporal e
nos parâmetros inflamatórios na condição de obesidade, com exceção da redução nos
níveis de grelina, a combinação do tratamento com capsinóides e exercício físico foi
eficaz para melhorar a capacidade aeróbia, evidenciada pelo aumento do VOmáx.
De forma expressiva, todas as abordagens terapêuticas foram capazes de atenuar o
acúmulo de gordura hepática, impedindo a progressão DHEM, ainda que sem efeito
adicional na combinação dos tratamentos. Esses achados reforçam as intervenções
como estratégias promissoras para o manejo da DHEM, decorrentes da obesidade.

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