Defesa de dissertação - Lídia Sterza Vasconcellos

Título do trabalho:
“Padrões alimentares e escore de indicadores adversos de saúde mental entre adolescentes escolares brasileiros: análise das edições de 2015 e 2019 da PeNSE”.

Resumo:
Resumo do trabalho: A adolescência é uma fase de intensas transformações biológicas, emocionais e sociais, na qual são estabelecidos comportamentos que podem influenciar a saúde ao longo da vida. Paralelamente ao aumento dos indicadores de saúde mental desfavoráveis, observa-se a modificação dos padrões alimentares e o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Entretanto, permanecem limitadas as evidências nacionais baseadas em padrões alimentares derivados empiricamente em amostras representativas de adolescentes brasileiros. O objetivo foi avaliar a associação entre padrões alimentares e o escore de indicadores adversos de saúde mental em adolescentes escolares brasileiros, considerando dados das edições de 2015 e 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Estudo transversal, baseado em dados secundários da PeNSE 2015 e 2019, incluindo adolescentes escolares de 13 a 17 anos. Os padrões alimentares foram identificados por análise de componentes principais, sendo derivados os padrões ultraprocessado/não saudável e saudável/tradicional. As associações foram estimadas por regressão de Poisson modificada com variância robusta, considerando o desenho amostral complexo. Foram incluídos nos modelos ajustados 8.299 adolescentes em 2015 e 101.353 em 2019. A prevalência da categoria mais elevada do escore de indicadores adversos de saúde mental foi de 19,5% em 2015 e 24,3% em 2019. Maior adesão ao padrão ultraprocessado/não saudável esteve associada à maior prevalência do desfecho em 2015 (RP=1,08; IC95% 1,02–1,14) e 2019 (RP=1,09; IC95% 1,06–1,11), sem diferença na magnitude das associações entre as edições (RPR=1,01; IC95% 0,95– 1,07; p=0,756). Maior adesão ao padrão saudável/tradicional esteve associada à menor prevalência do desfecho em 2015 (RP=0,79; IC95% 0,74–0,85) e 2019 (RP=0,89; IC95% 0,87–0,91), com diferença temporal entre as edições (RPR=1,13; IC95% 1,05–1,21; p=0,001). Os padrões alimentares estiveram associados ao escore de indicadores adversos de saúde mental em adolescentes escolares brasileiros. Maior adesão ao padrão ultraprocessado/não saudável esteve relacionada à maior prevalência do desfecho, enquanto maior adesão ao padrão saudável/tradicional esteve associada à menor prevalência. O delineamento transversal limita a inferência de temporalidade e causalidade.

Discente:
Lídia Sterza Vasconcellos

Orientador:
Luiz Carlos de Abreu
Luana da Silva Baptista Arpini

Data da defesa:
23/09/2026.

Horário:
08h30.

Webconferência:
https://meet.google.com/npe-boiq-oqt

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