HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS EM PESSOAS COM 55 ANOS OU MAIS NAS REGIÕES SUDESTE E AMAZÔNIA OCIDENTAL, BRASIL: ESTUDO DE PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS A PARTIR DOS DADOS DO VIGITEL (2013–2023)
Nome: JACQUELINE CARDOSO RAMOS
Data de publicação: 25/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| FRANCISCO NAILDO CARDOSO LEITÃO | Examinador Externo |
| MICHELLE FERREIRA GUIMARAES | Examinador Interno |
| ROMEU PAULO MARTIN SILVA | Presidente |
| TAMIRES DOS SANTOS VIEIRA | Coorientador |
Resumo: Introdução: A hipertensão arterial (HA) e o diabetes mellitus (DM) são doenças
crônicas não transmissíveis de elevada prevalência e impacto na saúde pública,
sobretudo entre pessoas com 55 anos ou mais. Nessa faixa etária, o acúmulo de
fatores de risco metabólicos e comportamentais favorece o desenvolvimento dessas
condições, que compartilham determinantes comuns e, quando associadas, elevam
o risco de complicações, reduzem a qualidade de vida e aumentam a demanda por
serviços de saúde. Objetivo: Analisar a prevalência de hipertensão arterial, diabetes
mellitus, hábitos alimentares e comorbidades em indivíduos com 55 anos ou mais
residentes nas regiões Sudeste e Amazônia Legal Ocidental, no período de 2013 a
2023, com base nos dados do VIGITEL. Método: Estudo ecológico descritivo de
tendência temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Vigilância de
Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico
(VIGITEL), no período de 2013 a 2023. Foram analisados indivíduos com 55 anos ou
mais, considerando sexo, consumo regular de frutas, hortaliças, feijão, sucos
naturais e refrigerantes, além dos desfechos hipertensão arterial e diabetes mellitus.
Resultados: Observou-se elevada prevalência de hipertensão arterial e diabetes
mellitus, com diferenças regionais e por sexo ao longo do período analisado. As
mulheres apresentaram maiores prevalências, embora com redução das
desigualdades ao longo do tempo, especialmente no Sudeste. A Amazônia
Ocidental mostrou maior variabilidade, enquanto o Sudeste exibiu níveis mais
elevados e estáveis. As comorbidades foram mais frequentes no Sudeste, e o
consumo de refrigerantes destacou-se como o principal fator alimentar associado às
duas condições. Conclusão: Evidenciou alta prevalência de hipertensão e diabetes
em indivíduos 55 anos (2013–2023), com aumento do diabetes, coexistência
frequente, maior ocorrência em mulheres e desigualdades regionais. A associação
com consumo de refrigerantes foi discreta. Reforça-se a necessidade de ações
integradas na APS, com foco na multimorbidade, redução de desigualdades e
promoção de hábitos saudáveis.
