IMPACTO DA FORÇA MUSCULAR NA MORTALIDADE EM INDIVÍDUOS EM HEMODIÁLISE

Nome: LETICIA DE PAIVA SOUZA KLIPPEL

Data de publicação: 05/12/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANDRESSA BOLSONI LOPES Examinador Interno
CRISTIANE FERREIRA MORAES Examinador Externo
LUCIANE BRESCIANI SALAROLI Presidente

Resumo: Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) contribui diretamente para o aumento da
mortalidade, apresentando crescimento de mais de 40% nas últimas décadas. É reconhecido
que indivíduos em hemodiálise tendem a apresentar menor força muscular, sendo o
comprometimento da força associado a desfechos negativos, pior prognóstico e aumento do
risco de mortalidade. A Força de Preensão Manual (FPM) pode fornecer melhor prognóstico
por meio do diagnóstico precoce. Objetivo: Avaliar a associação da redução de força muscular
e mortalidade em indivíduos em hemodiálise na Região Metropolitana da Grande Vitória.
Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo coorte retrospectivo. As variáveis
sociodemográficas e clínicas foram extraídas de um estudo realizado com indivíduos em
hemodiálise, conduzido em 2019. Os dados referentes à mortalidade foram obtidos por meio de
declarações de óbitos, ocorridos de 2019 a 2022, registrados no Sistema de Informação sobre
Mortalidade (SIM). A FPM foi classificada de acordo com o ponto de corte de <16 kg para
mulheres e <27 kg para homens e em tercis no estudo posterior. Foram realizadas curvas de
sobrevivência utilizando o método de Kaplan Meier. Foram construídos modelos por meio da
Regressão de Cox. As análises foram feitas usando o Software R (4.4.1), adotando como nível
de significância p<0,05. Resultados preliminares: Foram incluídos 994 indivíduos e destes,
363 foram a óbito. A FPM reduzida aumenta o risco de mortalidade em 49%, mesmo após
ajuste (p<0,001). Se avaliada em tercis, a FPM demonstrou ser melhor preditor de mortalidade,
com o aumento de 1,81 vezes do risco de óbito (p<0,001). Os indicadores de massa muscular –
Espessura do Músculo Adutor do Polegar (EMAP) e Área Muscular do Braço (AMB) não
demonstraram associação significativa com a mortalidade.

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