Atuação dos Capsinóides sobre o Perfil Inflamatório e Caracterização Morfofisiológica do Tecido Hepático de Ratos Obesos Induzidos por Dieta Hiperlipídica

Nome: LUISA MARTINS SIMMER

Data de publicação: 23/09/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANA PAULA LIMA LEOPOLDO Presidente
ANDRESSA BOLSONI LOPES Examinador Interno
DIJON HENRIQUE SALOMÉ DE CAMPOS Examinador Externo

Resumo: Introdução: Dentre as morbidades desencadeadas pela obesidade em que se pode gerar
prejuízos sistêmicos, se tem a doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica
(DHGAM) cuja progressão se dá a partir da deposição de moléculas lipídicas no fígado. A busca
crescente por alimentos naturais e funcionais, como alternativa de melhorar a saúde, se
destacam as pimentas, devido sua ampla utilização. Os capsinódes, compostos bioativos
presentes nas pimentas do gênero Capsicum annuum, têm sido estudados por propiciar perda
de massa corporal e aumento do gasto calórico. Objetivo: Investigar a influência do tratamento
com capsnóides na prevenção da doença hepática sob os parâmetros inflamatórios e hepáticos de ratos
na condição de obesidade. Métodos: Ratos Wistar induzidos, mantidos e redistribuídos após o
desenvolvimento da condição de obesidade, induzida por dieta hiperlipídica, submetidos quanto
à ausência ou presença do tratamento com capsinóides, por 8 semanas. Ao final do protocolo
experimental, com duração de 27 semanas, os animais foram eutanasiados e foi coletado sangue,
plasma e tecidos adiposos e hepático para realização de análises morfométricas. Este estudo foi
aprovado pela CEUA- UFES nº08/22. A análise dos dados foi realizada pelo teste de
normalidade de Kolmogorov- Smirnov e os resultados expressos pela média ± desvio padrão. As
comparações entre os grupos foram realizadas com teste t de Student e as comparações da
evolução da massa corporal e o teste de tolerância à glicose (GTT) foram realizadas por
ANOVA duas vias no modelo de medidas repetidas e complementadas com o teste de
comparações múltiplas de Bonferroni. As análises dos dados e os gráficos foram realizadas no
programa estatístico Graphpad Prism 8 e o nível de significância foi de 5%. Resultados: O
grupo na condição de obesidade (Ob) em comparação com o grupo controle (C), apresentou
maiores valores de massa corporal, consumo calórico, níveis glicêmicos, área sob a curva de
glicose e maiores dosagens hormonais de insulina, leptina e colesterol. Todavia, foi observado
menor valor de ingestão alimentar. No grupo tratado com capsinóide (ObCap), quando
comparado ao grupo Ob, não foram visualizadas diferenças estatísticas nos parâmetros de massa
corporal, ingestão alimentar, consumo calórico, eficiência alimentar, índice de adiposidade,
análise morfométrica do tecido adiposo, perfil glicêmico e perfil inflamatório. No entanto,
houve redução nos níveis plasmáticos de grelina e colesterol. Em relação ao diagnóstico e grau
de evolução da DHGAM, os animais ObCap, apresentaram diminuição da quantidade de
gordura hepática (ObCap<Ob), bem como a atenuação da progressão da DHGAM, mesmo que
tal consideração não tenha sido diferente estatisticamente. Conclusão: O tratamento com
capsinóides promoveu diminuição de grelina, colesterol, acúmulo de gordura hepática e ainda,
atenuou a progressão da DHGAM nos animais, o que pode ser promissor no combate às doenças
crônicas, em especial as que se relacionam com o metabolismo lipídico. Todavia, não foi eficaz
em promover benefícios sobre os parâmetros inflamatórios na condição de obesidade.

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