Defesa de dissertação – Jacqueline Cardoso Ramos

Título do trabalho:
“Prevalência de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus em pessoas com 55 anos ou mais nas regiões Sudeste e Amazônia Ocidental: Análise dos hábitos nutricionais e comorbidades a partir dos dados do Vigitel (2013-2023)"

Resumo:

Prevalência de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus em pessoas com 55 anos ou mais nas regiões Sudeste e Amazônia Ocidental: Análise dos hábitos nutricionais e comorbidades a partir dos dados do Vigitel (2013–2023). Introdução: A hipertensão arterial (HA) e o diabetes mellitus (DM) são doenças crônicas não transmissíveis de elevada prevalência e impacto na saúde pública, sobretudo entre pessoas com 55 anos ou mais. Nessa faixa etária, o acúmulo de fatores de risco metabólicos e comportamentais favorece o desenvolvimento dessas condições, que compartilham determinantes comuns e, quando associadas, elevam o risco de complicações, reduzem a qualidade de vida e aumentam a demanda por serviços de saúde. Objetivo: Analisar a prevalência de hipertensão arterial, diabetes mellitus, hábitos alimentares e comorbidades em indivíduos com 55 anos ou mais residentes nas regiões Sudeste e Amazônia Legal Ocidental, no período de 2013 a 2023, com base nos dados do VIGITEL. Método: Estudo ecológico descritivo de tendência temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), no período de 2013 a 2023. Foram analisados indivíduos com 55 anos ou mais, considerando sexo, consumo regular de frutas, hortaliças, feijão, sucos naturais e refrigerantes, além dos desfechos hipertensão arterial e diabetes mellitus. Resultados: Observou-se elevada prevalência de hipertensão arterial e diabetes mellitus, com diferenças regionais e por sexo ao longo do período analisado. As mulheres apresentaram maiores prevalências, embora com redução das desigualdades ao longo do tempo, especialmente no Sudeste. A Amazônia Ocidental mostrou maior variabilidade, enquanto o Sudeste exibiu níveis mais elevados e estáveis. As comorbidades foram mais frequentes no Sudeste, e o consumo de refrigerantes destacou-se como o principal fator alimentar associado às duas condições. Conclusão: Os achados reforçam a necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas ao controle da hipertensão e do diabetes no envelhecimento, com ênfase na redução das desigualdades regionais, na promoção da alimentação saudável e na qualificação da atenção à saúde da pessoa idosa no Sistema Único de Saúde.

Discente:
Jacqueline Cardoso Ramos

Orientador:
Romeu Paulo Martin Silva
Tamires dos Santos Vieira

Data da defesa:
25/02/2026.

Horário:
10h00.

Webconferência:
https://meet.google.com/npe-boig-ogt

Acesso à informação
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